UMA PALAVRA DE PROTESTO E INDIGNAÇÃO
Eu sou professora já há 33 anos, sem contar os 3 anos que já havia
trabalhado como professora voluntária para crianças carentes enquanto
cursava o Magistério.
Sempre amei minha profissão, embora muitas
vezes chorei, me estressei muito pela falta de interesse dos alunos em
aprenderem e principalmente pelo descaso e desrespeito dos alunos.
Durante esses mais de 30 anos eu vi e
assisti a decadência do ensino da educação brasileira. Dar aulas em
escola, na sala de aula para turmas grandes mais de 40, 50 alunos, se
tornou um pesadelo para mim e a maioria dos professores.
Dediquei
esses anos todos fazendo o meu melhor, indo trabalhar muitas vezes
doente, com dores, ensinando e formando tanta gente. Inicialmente como
professora de Português e depois Inglês. Alguns dos que sei hoje são
Doutores, Médicos, Advogados, Juízes, políticos..., e até bem sucedidos
na vida. Mas eu quis seguir a carreira de professora, o orgulho da
família. No começo da minha carreira, início de 1980 ainda um professor
era respeitado, valorizado.
Depois de muito tentar e lutar pela
aposentadoria, que nada mais é do que justo e merecido, tive negado
várias vezes pelo INSS, finalmente em junho deste ano , 2013, consegui me
aposentar: UM SALÁRIO MÍNIMO - POUCO MAIS DE R$ 600,00.
Dá para parar de trabalhar? Só o aluguel que pago, um direito a moradia, é mais que o dobro do que isso.
Não preciso dizer mais nenhuma palavra. Salve a professorinha!
Anita Fanzlau Varjão
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